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Tecnologia aliada à saúde

Tecnologia aliada à saúde


  15/05/2019

Robótica e Realidade Aumentada tem se tornado cada vez mais importantes no cuidado com a saúde

Desde 2003 a equipe RoboFEI desenvolve pesquisas aplicadas em robótica autônoma e inteligente com robôs jogadores de futebol. No entanto, os estudos de interação humano-robô tiveram início em 2013 e, dois anos depois, começaram as pesquisas para a criação de robôs autônomos para ambientes domésticos ou de serviços. A HERA (Home Environment Robot Assistant) é a terceira geração de robôs de serviço desenvolvida na FEI, que opera de maneira autônoma e inteligente em ambiente residencial, interagindo com pessoas, objetos e equipamentos, e pode ser utilizada na assistência. Na casa de um idoso, por exemplo, a HERA tem capacidade de monitorar o deslocamento do morador e, em caso de queda ou acidente, faz perguntas para detectar a reação do indivíduo. Se identificar que o caso foi grave, a robô ligará para a emergência e para o médico previamente cadastrado.

O professor doutor Plinio Thomaz Aquino Junior, do Departamento de Ciência da Computação da FEI, é o coordenador do projeto @Home que, atualmente, pesquisa a possibilidade de observação do comportamento da saúde do idoso. A intenção é que a robô faça o reconhecimento de padrões para o monitoramento de hidratação, ingestão de medicamentos e frequência de uso do banheiro ao longo do dia. “Também estamos trabalhando no reconhecimento das reações humanas, para que a robô possa causar mais empatia, além do desenvolvimento de mais um manipulador, para que tenha dois braços”, adianta. A HERA tem características de humanoide pela feição, mas a ideia não é reproduzir um ser humano, mas um robô que tenha algumas características ergonômicas para as funcionalidades que vai exercer dentro do ambiente, seja uma casa ou um hospital.

Atualmente, a robô faz primeiro o reconhecimento e, depois, a manipulação, porém, sem precisão ou retorno de força. E um dos principais desafios tecnológicos na robótica de serviço é exatamente o reconhecimento do objeto integrado com a manipulação. Para isso, além de toda estrutura física, sensorial e computacional, são as técnicas de algoritmos de inteligência artificial, aprendizado de máquina e redes neurais artificias que permitirão o reconhecimento do ambiente e a interação com o indivíduo, assim como a tomada de decisão. “Para mim, o que define um robô é a funcionalidade para a qual está sendo construído.

Não vejo necessidade de um humanoide na indústria, mas, para se relacionar e cuidar de pessoas, acredito que terá de ter um pouco da aparência humana, em virtude da interatividade”, ressalta o professor doutor Reinaldo Augusto da Costa Bianchi, do Departamento de Engenharia Elétrica da FEI, responsável pela equipe RoboFEI e que trabalha no desenvolvimento de um robô humanoide para jogar futebol de forma autônoma. A expectativa é chegar a uma versão de tamanho adulto – 1,60m – que, além da atividade esportiva, possa desempenhar outras funções no futuro, como serviços domésticos.

Realidade Aumentada também pode ajudar
A realidade aumentada tem se mostrado muito promissora na área da saúde. Definida como a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais gerados por computador sobre cenas de ambientes reais, a tecnologia permite uma interação por meio de visão computacional e computação gráfica. Presente no ensino e na prática da Medicina em várias partes do mundo, a tecnologia é uma das linhas de pesquisa do projeto VR-FEI (Virtual Reality FEI), que visa desenvolver aplicações para mundos imersivos, incluindo realidade virtual, realidade aumentada, virtualidade aumentada e 'Mundos 360'.

Na área da saúde, o VR-FEI trabalha com Cirurgias Imersivas com Hologramas (CIHOL), por meio das quais um cirurgião, ao usar óculos específicos para imersão durante o procedimento, pode simultaneamente projetar informações e imagens diagnósticas sobre o paciente. Além de ajudar o médico durante a intervenção cirúrgica, a tecnologia contribui para uma maior precisão e redução do tempo do procedimento e, consequentemente, uma recuperação mais rápida do paciente.

A FEI trabalha com óculos HoloLens, da Microsoft – um computador holográfico –, para que alunos de graduação, mestrado e doutorado possam conhecer e desenvolver imagens de órgãos tridimensionais do corpo humano a partir de exames de imagem, como tomografias. “Os óculos de realidade aumentada podem ser usados, por exemplo, em cirurgias ortopédicas, ajudando o médico na precisão do alinhamento da coluna, ao projetar uma imagem virtual sobre o paciente.

No caso de fragmentação óssea, o médico tem o auxílio mais preciso por meio de sistemas virtuais durante o procedimento”, detalha o professor doutor do Departamento de Ciência da Computação, Paulo Sérgio Rodrigues, coordenador do projeto VR-FEI e que atua há quase 20 anos com estudos voltados para a área médica. Outro desafio está na virtualidade aumentada, para que seja possível transformar um ambiente real em virtual e proporcionar aos médicos, e à população, um atendimento de longa distância.

Workshp discutirá o tema em setembro

O Centro Universitário FEI irá sediar nos dias 9, 10 e 11 de setembro, das 8h às 18h, no campus São Bernardo do Campo, o XV Workshop de Visão Computacional (WVC 2019), um evento que reunirá especialistas e pesquisadores, de várias regiões do País, para tratar de pesquisas envolvendo todos os aspectos de estudos no segmento. Outras informações pelo https://fei.edu.br/sites/wvc2019/