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Inteligencia Artificial em uma sociedade inteligente

Inteligencia Artificial em uma sociedade inteligente


  08/05/2019

Confira neste artigo produzido pelo coordenador do curso de Ciência da Computação da FEI, como o avanço dessa tecnologia irá impactar a vida do ser-humano

O mundo começa a conhecer, cada vez mais, a Inteligência Artificial (IA). Antes restrita aos filmes de Hollywood, a IA está se inserindo aos poucos na vida das empresas, das pessoas e da sociedade em geral. O sonho é ter computadores ou programas inteligentes que nos auxiliem a tomar decisões, que possam cuidar de nossa saúde e bem-estar ou mesmo tornar nossas tarefas e trabalhos cotidianos mais fáceis e eficientes.

Hoje em dia, inteligência artificial é sinônimo de machine learning (aprendizado de máquina) e de big data, que têm como foco extrair conhecimento e padrões de comportamentos, clientes, produtos, mercado e tendências de grandes bases de dados nas empresas. Mas esse é apenas o começo.

A IA é autoalimentada. Quanto mais a inteligência artificial se desenvolve, mais possibilidades de uso e novas tecnologias surgem. É bem possível que, em breve, empresas sejam parcialmente ou completamente guiadas por decisões de sistemas inteligentes. Saber extrair informações de bases de dados para tomar decisões permitirá que o carro autônomo seja cada vez mais inteligente, mais onipresente e mais consciente dos padrões da sociedade.

A Medicina também deverá avançar muito, com monitoramentos cada vez mais precisos da saúde dos pacientes. Em breve, poderá existir um médico-digital acompanhando você, cuidando de sua saúde e fazendo a interação necessária com outros médicos humanos. O próximo passo desse ciclo autoalimentado será o encontro entre robôs avançados e a inteligência artificial.

Embora já exista, essa relação será realmente disruptiva em nossas vidas quando caminharmos um pouco mais na evolução da inteligência artificial e da robótica. Isso vai impulsionar robôs de segurança, robôs de agricultura, robôs cirúrgicos completamente autônomos, e tudo isso integrado às cidades inteligentes.

Não é difícil imaginar que os assistentes pessoais inteligentes, sejam robóticos ou em um smartphone, organizem viagens, sincronizem dias e horários com restaurantes escolhendo pratos dentro de sua dieta, monitorem sua vida e sua saúde, criem a logística necessária para sua movimentação considerando as possibilidades de transporte envolvidas e o trânsito, temperatura e outras informações fornecidas pela cidade inteligente.

Embora muitas coisas serão feitas de forma integrada entre humanos e robôs, a sociedade deverá ser governada por sistemas inteligentes. As leis continuarão a ser criadas, debatidas e discutidas por humanos, mas serão os sistemas inteligentes que irão interpretá-las e aplicá-las adequadamente. A convivência deverá ser harmônica e o ser humano terá muito mais tempo para ser... humano!

Mas isso não significa que não existam problemas que precisam ser resolvidos ou evitados. Questões éticas, vieses que os sistemas inteligentes podem aprender (preconceitos, discriminação) e, principalmente, os empregos dos humanos precisam ser discutidos e ajustados. Esta sociedade será para todos ou veremos novamente segregação entre povos mais ou menos avançados tecnologicamente?

Tudo isso depende de como a IA irá evoluir nos próximos anos.

Estamos apenas no começo. Basta guiá-la adequadamente e teremos uma sociedade muito mais produtiva, com alto bem-estar social e muito mais avançada do que temos hoje. Só depende da inteligência humana.

Prof. Dr. Flavio Tonidandel

Coordenador do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI