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FEI integra Instituto nacional de pesquisa e desenvolvimento de Inteligência Artificial

FEI integra Instituto nacional de pesquisa e desenvolvimento de Inteligência Artificial


  13/03/2019

Inédito no País o seleto grupo de instituições, com apoio do setor privado, terá como objetivo propor soluções para os problemas da sociedade por meio de pesquisas e projetos utilizando Inteligência Artificial

Um grupo de pesquisadores de oito universidades paulistas, entre elas o Centro Universitário FEI, em parceria com empresas e startups de diversos setores, lançou no último dia 26 de fevereiro o Advanced Institute for Artificial Intelligence (AI2), um instituto que tem como objetivo principal promover a interação de pesquisadores em Inteligência Artificial – dedicado a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possam permitir ou multiplicar a capacidade de resolver problemas de impactos socioeconômicos utilizando essa tecnologia.

Esses centros voltados a promover pesquisas em IA por meio da colaboração entre os setores acadêmico e privado já existem nas principais capitais do mundo, como Nova York (EUA) e Toronto (Canadá), e agora São Paulo acaba de ganhar uma instituição desse gênero.

A ideia, segundo Sérgio Novaes, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e um dos idealizadores do AI2, é que “o meio acadêmico entre com a experiência em pesquisa fundamental em Inteligência Artificial e, em contrapartida, o setor privado traga problemas desafiadores e o suporte financeiro para que haja uma ação em conjunto, desenvolvendo projetos com impacto socioeconômico relevante”, explicou.

Atualmente, os cientistas do AI2 estão envolvidos em três frentes de pesquisas, financiadas por parceiros privados. Um dos projetos tem o objetivo de ajudar a monitorar melhor o processo de perfuração de poços de petróleo e gás e desenvolver aplicativos orientados à visão computacional para identificar situações de risco em plataformas petrolíferas. O segundo projeto visa fomentar o uso da robótica como ferramenta educacional, desenvolver robôs de serviço – que executam tarefas úteis para os humanos ou equipamentos, excluindo aplicações de automação industrial – e estudar as interações homem-máquina. Já o terceiro projeto é voltado a acelerar a simulação de colisões de partículas atômicas por meio de técnicas de aprendizado de máquina, que têm diversas aplicações, como distinguir uma fotografia real de uma montagem. 

O professor do Departamento de Engenharia Elétrica da FEI, Reinaldo Bianchi, que integra o grupo de especialistas na área e dos organizadores do AI2, explica que um dos fatores que contribuíram para a integração da FEI no grupo foi o desenvolvimento de projetos importantes que a Instituição tem realizado nos últimos anos ligados a Inteligência Artificial, como por exemplo, um sobre o uso de IA em dispositivos eletrônicos para análise de dados em física de altas energias, desenvolvido pelos departamentos da Engenharia Elétrica e da Física. “O AI2 será uma referência na pesquisa de IA no Brasil. Por isso é importante que a FEI esteja envolvida, trazendo ideias e soluções por meio de projetos inovadores desenvolvidos pelos nossos professores e alunos”, destacou o professor.

Inicialmente, integram o consórcio pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp), Federal de São Paulo (Unifesp), Federal do ABC (UFABC) e Presbiteriana Mackenzie, além da Escola Superior de Engenharia e Gestão (Eseg) e o Centro Universitário FEI.

Acesse o link e saiba mais sobre o Instituto: https://advancedinstitute.ai/

Fonte: agencia.fapesp.br