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Dia do Engenheiro: tendências em energia, automação e sistemas digitais reforçam novos rumos da profissão, aponta FEI

Dia do Engenheiro: tendências em energia, automação e sistemas digitais reforçam novos rumos da profissão, aponta FEI


  11/12/2025

Levantamento do Confea 2025, a profissão mantém alta empregabilidade, cresce com novas demandas digitais e se prepara para desafios como automação, infraestrutura inteligente e transição energética

O futuro da engenharia deve ser marcado por uma combinação de tecnologia, sustentabilidade e integração entre áreas, é o que observa da FEI, centro universitário referência em engenharias com quase 85 anos de atuação. Com a expansão de sistemas inteligentes, a digitalização acelerada da indústria e a necessidade crescente de soluções energéticas e de infraestrutura, o mercado projeta para os próximos anos uma demanda cada vez maior por profissionais capazes de atuar de forma multidisciplinar. Segundo a instituição, a área caminha para se consolidar como uma das carreiras mais estratégicas da próxima década.

Atualmente, a profissão já apresenta indicadores sólidos. O levantamento mais recente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) mostra que 92% dos engenheiros registrados estão empregados, sendo que 78% atuam diretamente em sua área de formação. A pesquisa também aponta que boa parte dos profissionais possui renda familiar acima de cinco salários mínimos, desempenho que reforça a força da atividade no mercado nacional. No setor produtivo, projeções internacionais indicam crescimento acelerado: o segmento de serviços de engenharia no Brasil deve expandir nos próximos anos, impulsionado principalmente pela integração entre tecnologia, automação e soluções industriais avançadas.

De um lado, competências tradicionais como cálculo, desenho técnico e gestão de projetos continuam essenciais. De outro, habilidades emergentes passam a ser decisivas: “Domínio de dados, inteligência artificial aplicada, robótica, manufatura avançada, engenharia verde, sistemas embarcados e até comunicação técnica. A engenharia deixa de ser apenas ‘operações e estruturas’ e se torna uma área que integra hardware, software, ciência, eficiência energética e impacto social”, afirma a vice-reitora da FEI, Michelly de Souza.

Instituições de ensino como a FEI, têm acompanhado de perto essa transformação. A formação do engenheiro passa por laboratórios cada vez mais automatizados, projetos práticos que simulam a realidade industrial e iniciativas que aproximam os estudantes de temas como veículos elétricos, robôs industriais, cidades inteligentes e energias renováveis. O objetivo é preparar profissionais capazes de liderar essa nova fase tecnológica, uma engenharia que não só resolve problemas, mas antecipa demandas e impulsiona inovação.

Se o presente já é sólido, o futuro aponta para ainda mais protagonismo. À medida que o país amplia investimentos em infraestrutura, transição energética, indústria 4.0 e digitalização de serviços, as áreas de engenharia se tornam fundamentais para transformar desafios em soluções escaláveis. Para especialistas, a próxima década será marcada pela valorização de profissionais capazes de operar nessa fronteira entre técnica, tecnologia e visão sistêmica, exatamente o tipo de engenheiro que forma o novo ciclo de desenvolvimento econômico e social do Brasil.