A FEI

Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros


A instituição mantenedora está constituída como uma Fundação de direito civil, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, comunitária e confessional, orientada pela Companhia de Jesus. Em sua sede, na cidade de São Paulo, no bairro da Liberdade, estão instaladas a Presidência, a Diretoria Executiva e demais unidades que compõem a Administração Central da FEI, cujas competências estão vinculadas às responsabilidades inerentes à personalidade jurídica da instituição. A mesma sede abriga as reuniões do Conselho de Curadores da Fundação FEI.

Jesuítas


A ordem dos jesuítas nasceu da união de sonhos de seu fundador, Inácio de Loyola e dos esforços aplicados no momento em que a Igreja Católica mais precisava. A possibilidade de expansão do protestantismo acelerou o movimento de reação, exigindo atuação de Papas reformistas e do Concílio de Trento.

A Companhia de Jesus tem formado nestes mais de quatro séculos, homens que vêm marcando sua presença na história da Igreja e do mundo. Conta com um número considerável de santos e beatos - mais exatamente, 41 santos (entre eles 27 mártires) e 139 beatos (entre eles 131 mártires).

Seu fundador deu-lhe uma organização muito simples: é dirigida por um Padre Geral eleito por toda a vida, e dividida em províncias cada uma a cargo de um "provincial".

Cedo a Companhia de Jesus se ocupou da educação dos jovens. Já em 1548 se abria o primeiro colégio em Messina (Itália) destinado aos leigos.

Importantes ao longo de toda a história brasileira, e absolutamente fundamentais em seu princípio, os jesuítas desembarcaram na Bahia - trazidos pelo primeiro governador-geral Tomé de Souza - em 09 de março de 1549. Apenas nove anos, portanto, após a fundação da Companhia.

Muitos foram os homens dinâmicos, como Nóbrega, Anchieta, Luiz da Grã, Leonardo Nunes e Cristóvão Gouveia, a se sacrificar na realização de seu trabalho de fé. Estes e tantos outros, como, Antônio Vieira, uma dos maiores pregadores que a Companhia teve (um século mais tarde), identificaram-se completamente com os princípios da História do Brasil, sobretudo no capítulo da educação e catequese dos índios.

Quando em 1549 os jesuítas chegaram ao Brasil logo abriram escolas de ler e escrever e também de prática agrícola, marcenaria e ferraria. A educação, pois, no Brasil começou com os jesuítas. A formação comum dos professores religiosos, a mesma espiritualidade garantia a unidade pedagógica, vazada em documento de 1599, a famosa "Ratio Studiorum" (ordenação dos estudos).

Esse sistema de educação formado por colégios, missões, catequese e que em muitos lugares era o único disponível, sofreu uma violenta interrupção em 1759, quando os jesuítas foram obrigados, pelo Marquês de Pombal, a deixar o Brasil.

Havia então 10 colégios, 10 seminários e outras residências. Os jesuítas estavam presentes até na Ilha de Marajó.

Os Jesuítas começaram a voltar ao Brasil em 1842: jesuítas alemães no Sul e italianos no Sudeste. Mais tarde, portugueses no Nordeste. Em 1867 é fundado em Itu, São Paulo, o colégio São Luís, hoje funcionando na capital do estado. O colégio Anchieta foi fundado em 1890 em Porto Alegre. Outros se sucedem nas principais capitais: Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Recife e mais recentemente Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Teresina. No colégio de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, estudaram personalidades importantes da República. Os jesuítas assumiram uma escola técnica de eletrônica em Minas Gerais e desde 1940 atuam no campo do ensino superior com a PUC do Rio de Janeiro (1940). Nas décadas seguintes surgiram a UNICAP (Recife) e a UNISINOS (São Leopoldo, Rio grande do Sul).

A este grupo de escolas de ensino superior somam-se as escolas e institutos de pesquisa mantidas pela Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros (antiga Fundação de Ciências Aplicadas), fundados a partir de 1941 pelo Pe. Sabóia de Medeiros, hoje reunidos no Centro Universitário FEI com cursos de engenharia, administração e ciências da computação.

Hoje em dia, no mundo inteiro, cerca de dez mil jesuítas, com a colaboração de cem mil leigos, são responsáveis por estender a ação educacional da Companhia de Jesus a mais de duas mil Instituições de ensino, atendendo a cerca de um milhão e meio de jovens e adultos, em 56 países.

No momento, no Brasil, há 1 pronvícia, uma região missionária e um distrito missionário. Os jesuítas atendem a 100.000 alunos. Em seus colégios e universidades um grande número de professores leigos colaboram para que as metas fundamentais da educação jesuítica sejam alcançadas.

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Padre Peters

Theodoro Paulo Severino Peters nasceu em 6 de dezembro de 1941, em São Paulo, Capital. Ingressou na companhia de Jesus em 23/02/1961. Foi ordenado sacerdote em 16 de julho de 1972, em São Paulo.

A trajetória de estudos do Pe. Theodoro Peters foi na linha humanística: estudos de letras clássicas, bacharelado e licenciatura em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo e em teologia pela Université Catholique de Louvain, na Bélgica, em 1973. Em 1976, licenciou-se em Pedagogia, também pela Faculdade Medianeira.

Exerceu diversos cargos em colégios jesuítas: Vice-Reitor do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, Reitor e Diretor do Colégio São Luís, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nossa Senhora Medianeira e da Faculdade São Luís, em São Paulo.

Em 1986, foi nomeado Reitor da Universidade Católica de Pernambuco, permanecendo no cargo por 20 anos, período em que a UNICAP experimentou significativo desenvolvimento do Ensino, da Pesquisa, da Extensão e dos investimentos institucionais.

Em 1997, foi designado pelo Provincial da Província do Brasil Centro-Leste para assumir a Presidência da Fundação Educacional Inaciana "Pe. Sabóia de Medeiros" - FEI, exercendo, concomitantemente, funções de principal gestor nas duas instituições, durante vários anos.

Na FEI, anteviu a importância de elevar as instituições mantidas, de faculdades isoladas à condição de Centro Universitário, preparando-o para futuramente transformar-se em Universidade. Nestes processos coloca-se como orientador e grande incentivador.

Sua administração tem sido caracterizada por perfeita interação com a Reitoria do Centro Universitário, pela motivação para a contínua qualificação do corpo docente e incentivo à melhoria da qualidade de ensino e ao desenvolvimento da produção científica. Os projetos para ampliação e adequação das instalações físicas têm recebido total apoio em sua administração. Em 2006 foi inaugurado um novo edifício de salas de aulas, modernamente equipado, e outras obras de reforma e aparelhamento de edifícios estão em execução para proporcionar melhores condições de conforto à comunidade universitária.

Nas últimas três décadas, participou de inúmeras reuniões, encontros, congressos e conferências patrocinadas por organizações universitárias nacionais e internacionais, como ouvinte, expositor ou participando de seus quadros diretivos: Presidente da AUSJAL – Associação de Universidades Jesuítas da América Latina (1992- 2000); Presidente do Conselho de Reitores das Universidades de Pernambuco-CRUPE; Representante da América Latina no International Committee on Jesuit Higher Education-ICJHE (1994-2000), Presidente da ABESC – Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas (1996-2000 e 2003-2005), Conselheiro da FIUC – Federação Internacional de Universidades Católicas (2000-2006);

A demonstração do reconhecimento e a gratidão do governo pernambucano ao Pe. Theodoro Peters, pelo seu trabalho à frente da UNICAP e sua contribuição para o desenvolvimento da região foi manifestada através de várias homenagens: em 1996, recebeu o título de Cidadão Pernambucano; em 1997, de cidadão do Recife, e, em 1999, de Cidadão do Município do Rio Formoso (PE).

Em 15 de outubro de 1996, foi homenageado com a outorga do título de Professor "Honoris Causa" pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR.

Em 17 de maio de 2007, da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP recebeu o título de Doutor "Honoris Causa", em razão dos inúmeros serviços prestados pela causa da educação e pelo profícuo trabalho desenvolvido durante 20 anos como Reitor naquela Universidade.

Atualmente, além de presidir a FEI, exerce o cargo de Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Paulista de Fundações, desde 28/03/2008.

Padre Moreira

Aldemar Pasini Moreira de Souza nasceu em 16 de novembro de 1910, em João Pessoa, Paraíba. Sua primeira educação foi em Recife, no Colégio Nóbrega, dos padres jesuítas, onde em contato com mestres dedicados e a reflexão dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, decidiu sua vocação.

Ingressou na Ordem, na Espanha, e por oito anos permaneceu na Europa, perfazendo a primeira parte da longa formação jesuítica: Estudos de Letras e Ciências na Faculdade de Filosofia de Braga, em Portugal, e o curso de Filosofia em Vals, na França. Como era praxe na Companhia de Jesus, passou alguns anos desenvolvendo atividades de magistério. Completou sua formação teológica no Brasil, na Faculdade de Teologia de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, onde foi ordenado sacerdote em 1934. Faleceu em 16 de julho de 1997, em São Paulo.

Pe. Aldemar Moreira destacou-se como educador exemplar. Depois de sólida formação ascética, humanista, científica, filosófica e teológica da Companhia de Jesus e da brilhante especialização em Sociologia, em cursos universitários no País e no exterior, dedicou-se às Ciências Sociais, com destaque para a Sociologia e a Pedagogia.

Seu apostolado sacerdotal, como capelão na Casa de Saúde Santa Rita, no Clube de Campo de São Paulo e assistente Religioso na Capela Santo Inácio, no coração do Campus, que hoje leva o seu nome, onde atendeu uma florescente e fervorosa comunidade, afinou-se com as atividades de duração e orientação do complexo educacional da FEI e do exercício do magistério, na área de Ciências Sociais, que por décadas ocupou na PUC de São Paulo e na Escola de Sociologia e Política (São Paulo). Por algum tempo fez parte do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Os títulos que lhe foram outorgados - "Chevalier dans L’Ordre de Palmes Académiques", oferecido pelo Governo francês, em 1980, e de Cidadão São Bernardense, concedido pela Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, em 1992 – simbolizam o reconhecimento de seu empenho na área da educação.

Algumas características da personalidade e da formação do Pe. Aldemar Moreira, tais como a fé inabalável, a firmeza de propósito, a perseverança, a vocação de professor e profundo conhecedor da Sociologia talvez venham explicar o seu sucesso na condução dos destinos da Fundação de Ciências Aplicadas, que a partir de abril de 2002 passou a ser denominada "Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros", e de suas instituições de ensino superior mantidas, que desde 30 de janeiro de 2002, agregaram-se para constituir o Centro Universitário da FEI. Através de princípios que seguiu e recomendou, tais como "Firmiter in ré et suaviter in modo" (Firme no propósito e suave no modo), formou sua equipe de colaboradores, estimulou e incentivou o trabalho de todos, de forma que os objetivos institucionais pudessem ser plenamente atingidos.

Pe. Aldemar Moreira assumiu a Presidência da Fundação de Ciências Aplicadas em 1969, proporcionando à instituição um amplo desenvolvimento. Graças à sua tenacidade e espírito empreendedor, iniciou um período de recuperação econômico-financeira da FEI que à época encontravam em sérias dificuldades.

Durante o período em que esteve no comando destas instituições elas passaram por reestruturações das áreas administrativa e acadêmica, com o reconhecimento dos cursos existentes e a criação de outros. Sob sua gestão houve diversificação de atividades com a criação dos institutos (IPEI e IECAT), assim como grande expansão física, com a construção de vários edifícios, Capela e Centro Esportivo, no campus de SBC, e de moderno edifício do campus de São Paulo.

Santo Inácio

Cinco séculos já se passaram, mas o gênio fundador da Companhia de Jesus ainda se revela atual, deixando em seus Exercícios Espirituais a luz de uma mensagem sugestiva e misteriosa.

Origem

Filho de família numerosa da nobreza rural, Iñigo López de Oñaz y Loyola nasce em 1491, no castelo de Loyola, província basca de Guipúzcoa ao norte da Espanha. Desde sua infância, sabe-se que aos 15 anos – trabalhando como pajem do "contador-mor" do Rei de Castela, Juan Velázquez de Cuéllar – já alimentava o sonho de tornar-se um cavalheiro capaz de feitos notáveis. Efetivamente, aos trinta anos de idade empenha-se com valentia na defesa da Praça de Pamplona, mas, em 20 de maio de 1521, é ferido nas pernas por uma bala durante o cerco francês à cidade.

A Conversão

Submetido a várias cirurgias, ocupa-se durante o longo restabelecimento no castelo de Loyola com a leitura de histórias de santos e de "Uma Vida de Cristo". Este seria para ele o princípio de um mergulho profundo. Inácio vai aos poucos trocando a imaginação dos feitos dos cavalheiros pelas realizações dos santos, assimilando seus propósitos de vida e se identificando cada vez mais com eles.

A Peregrinação

Logo ao sentir-se recuperado, Inácio vai ao santuário de Nossa Senhora de Monserrate, próximo a Barcelona, para depositar suas armas diante do altar e assumir definitivamente a função de "soldado de Cristo". Já despojado de todos os seus bens, esmolando e rezando, passa um ano em um lugarejo chamado Manresa fazendo penitência para atingir a purificação. As provações pelas quais passou o ajudariam a dar linhas definitivas ao livro dos Exercícios Espirituais, e mais tarde ao projeto de fundação de uma ordem religiosa.

Sua peregrinação em busca de um caminho de vida o leva ainda mais longe. Com a sua chegada em Jerusalém, depois do tempo que passa em Roma, atinge a última e mais importante etapa de sua peregrinação. Percorrer por um ano os lugares onde Cristo viveu e sentir a influência da Terra Santa, dão a Inácio a certeza de ter ido ao encontro de seu destino. De volta à Espanha – com então 33 anos de idade – não se envergonha de dividir com meninos as aulas de latim, afinal esse era um passo necessário para atingir o sacerdócio, só alcançado de fato em Paris, depois de passar pelas Universidades de Alcalá (1526) e Salamanca (1527). Em Paris, ele latiniza seu nome para Inácio no ano de 1529. Em sete anos de estudos na capital francesa, os sonhos começam a tomar forma. Depois de várias tentativas, no ano de 1534, Inácio consegue reunir em torno de si um grupo de companheiros, do qual faziam parte o Beato Pedro Fabro, São Francisco Xavier, Diogo Lainez e outros, e em Montmartre (Paris), juntos fazem votos de pobreza e de ir em peregrinação para Jerusalém. Também decidem que, se não fosse possível a peregrinação à Terra Santa, iriam se colocar à disposição do Papa para que os enviasse aonde fossem mais necessários. A vontade do grupo de constituir uma ordem religiosa recebe aprovação do Papa Paulo III, em 27 de setembro de 1540. Está finalmente fundada a Ordem dos Jesuítas. Conduzido ao cargo de primeiro Superior Geral da Companhia em 19 de abril de 1541, apesar de resistir longamente antes de aceitar sua indicação, Inácio vê sua vida transformar-se e confundir-se com a Companhia nascente. Como superior é encarregado de redigir as Constituições da Ordem.

Biografia

Muito ativo, Inácio escreve mais de sete mil cartas e distribui instruções detalhadas às províncias que começam a se espalhar. O próprio Inácio eleva o Brasil à categoria de província jesuíta em 1553 e nomeia Manuel da Nóbrega provincial e Luis de Grã, seu auxiliar direto. Acompanhando cada momento da vida da nova ordem religiosa, pode vê-la crescer, antes de falecer em 31 de julho de 1556, na cidade de Roma.

Santo Inácio de Loyola é canonizado pelo Papa Gregório XV, juntamente com São Francisco Xavier, Santa Teresa de Jesus e São Felipe Neri, em 12 de março de 1622. É declarado "Celeste Padroeiro dos Exercícios Espirituais" pelo Papa Pio XI, em 1922.

Padre Sabóia

Origem

Pe. Roberto Sabóia de Medeiros nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de maio de 1905, e faleceu em São Paulo, em 31 de julho de 1955, no dia de Santo Inácio de Loyola. Coincidência e graça para um grande jesuíta que dedicou a vida a Deus e aos seus semelhantes.

Atuação

Pe. Sabóia ingressou na Companhia de Jesus em 1922. Foi ordenado sacerdote em 1936, em Buenos Aires, Argentina. A partir de 1939, desenvolveu seu trabalho em São Paulo já com uma grande preocupação com a questão social, objeto de tantas encíclicas e ensinamentos dos papas. Junto com o estudo e oração, a ação.

Empenhou toda a sua alma e dinamismo nas obras, comissões, institutos, centros técnicos e escolas que criou. “Uma ponta de lança nas conquistas sociais”, segundo a definição de Alceu Amoroso Lima. A educação foi uma grande preocupação sua. Além do aprendizado de disciplinas exatas e técnicas, Pe. Sabóia queria formar seus estudantes de administração e engenharia segundo os valores transcendentais do homem.

"Ele não tinha um tostão", disse certa vez um de seus colaboradores. Podemos imaginar o que lhe custou em termos de tempo, paciência, ousadia, insistência e criatividade levantar os recursos para que tudo começasse a funcionar. Na busca de fundos, acabou por estabelecer uma enorme rede de amigos, empresários, conhecidos e benfeitores, que se convenceram da seriedade de seus propósitos. Os que com ele privaram dão notícia de um homem de temperamento exuberante, extrovertido e até “um pouco espalhafatoso”, o que não diminuía em nada seu zelo apostólico, sua vida espiritual e atividade intelectual.

Foi um grande admirador do Cardeal Newman, figura maior da Igreja da Inglaterra, de quem tinha um retrato sobre a escrivaninha. Era também um ardoroso adepto do filósofo francês Maurice Blondel e leitor assíduo de Aldous Huxley, com os quais se correspondia. Isso demonstrava que as absorventes ocupações e os seus empreendimentos não impediram o cultivo da filosofia e da teologia. Em 1944, fundou a Biblioteca da Ação Social, hoje recolhida na Biblioteca Pe. Aldemar Moreira, no Campus de São Bernardo, o que atesta a profundidade e a variedade de suas preocupações, que incluíam também literatura inglesa e história da União Soviética. O Prof. Dino Bigalli, a quem ele trouxera da Itália, considerava-o, mais que um fundador de obras, “um pastor de almas”. Não é de se admirar que o Dr. Peter Grace, um de seus benfeitores americanos, o chamasse “a man in a million”.

Pe. Sabóia também foi um grande comunicador e festejado pregador. Manteve programas de rádio e escreveu artigos; não raro, segundo o gosto da época, envolveu-se em debates de grande repercussão. A Ação Social mantinha um Centro Técnico do Trabalho, que ministrava cursos de orientação social para trabalhadores, a Clínica Santo Inácio, que atendia pessoas carentes, numa época em que os serviços da Previdência Social ainda não estavam organizados; uma tipografia (que hoje são as Edições Loyola) e editava as revistas Serviço Social e Carta aos Padres. Mas foi na área educacional que a memória de Pe. Sabóia mantém-se mais viva e inspiradora.

A Escola Superior de Administração de Negócios, ESAN (1941), a Faculdade de Engenharia Industrial, FEI (1946), firmaram-se, e até hoje permanece ativa. Pe. Sabóia anteviu o desenvolvimento industrial brasileiro. Na década de 40 não existia ainda a figura do engenheiro industrial e a ESAN precedeu, em pelo menos dez anos, os cursos da Fundação Getúlio Vargas.

Idealista, sonhador, profeta. Mas igualmente pioneiro, batalhador, realizador. Para angariar recursos e conquistar benfeitores, Pe. Sabóia fez quatro viagens aos Estados Unidos, uma à Itália e outra à Suécia. Conseguiu aparelhos, máquinas e instrumentos, mas, mesmo assim, as contribuições ficaram aquém de suas expectativas. Apesar disso, não desanimou em nenhum momento. Pelo contrário, descobriu fórmulas, inventou caminhos, surpreendeu os céticos, enfim, superou-se. Sabendo-se muito doente (leucemia), pediu aos amigos de confiança que não deixassem perecer suas empresas. A providência divina ouviu seus rogos. Apareceram muitos continuadores, principalmente o Prof. Joaquim Ferreira Filho e o Pe. Aldemar Moreira, S.J., que cuidaram, consolidaram e ampliaram o seu legado.

História


Em agosto de 1945, graças à visão e empenho de um sacerdote jesuíta, o Pe. Roberto Sabóia de Medeiros, foi constituída a Fundação de Ciências Aplicadas, que em 2002 teve o nome modificado em homenagem ao fundador, e em clara referência ao vínculo estatutário que a instituição tem com a Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola.

Assim, a atualmente denominada Fundação Educacional Inaciana "Pe. Sabóia de Medeiros" – FEI foi criada com a colaboração de vários instituidores, para ter uma natureza fundacional autônoma, com o objetivo de manter instituições de ensino, principalmente de ensino superior. Desde os primórdios, consolidou-se como mantenedora da Faculdade de Engenharia Industrial e seu histórico é estreitamente vinculado à evolução e desenvolvimento de suas unidades mantidas. A FEI, através de diferentes cursos, já formou, ao longo de sua existência, mais de 50.000 profissionais, entre engenheiros, administradores de empresas e profissionais da área de informática.

Em janeiro de 1944, o mesmo fundador, Pe. Sabóia de Medeiros, criou uma instituição denominada Ação Social, que dentre outros objetivos estatutários, estava o de manter a Escola Superior de Administração de Negócios-ESAN e a Escola Técnica São Francisco de Bórgia. Ambas as instituições, Fundação e Ação Social, atuaram paralelamente e com compartilhamento de recursos, principalmente recursos humanos, tendo em vários mandatos de diretoria o mesmo Presidente, nomeado pela Companhia de Jesus.

Fundada em 1941, a Escola Superior de Administração de Negócios- ESAN/SP, que marcou o início formal dos estudos específicos de Administração no País, esteve portanto inicialmente vinculada a uma mantenedora independente, a Ação Social. Em 28 de janeiro de 1961, o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira assinou o decreto que tornou a ESAN a primeira Escola Superior de Administração de Empresas do País a ser reconhecida e oficializada pelos poderes públicos. O mesmo decreto reconheceu a validade dos diplomas dos alunos formados a partir de 1941. Em 1973, foi autorizada a transferência de mantenedora, passando a Fundação de Ciências Aplicadas a concentrar a manutenção das instituições de ensino com cursos de nível superior.

Em 1998 a Fundação incorporou a Ação Social, reunindo sob uma mesma mantenedora todas as escolas, o patrimônio e recursos para uma gestão mais profícua.

A antiga Faculdade de Engenharia Industrial – FEI, que nasceu para suprir a carência de profissionais de engenharia voltados para a indústria, suporte do grande desenvolvimento econômico brasileiro da década de 40, foi autorizada a funcionar pelo Decreto Presidência nº. 20.942, de 9 de abril de 1946. Iniciou suas atividades em 20 de maio de 1946, com 50 vagas na modalidade Engenharia Química, em São Paulo. No mesmo ano, em 22 de agosto, a FEI e outras faculdades, cada uma em sua área de competência, constituíram a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. No final de 1971, a FEI desligou-se da PUC, voltando à condição de instituição isolada de ensino superior.

Em longo percurso e com muitas dificuldades para solidificar-se após o falecimento do seu fundador, a FEI passou por diferentes gestões, tendo tido como presidentes os jesuítas: Pe. Roberto Sabóia de Medeiros(de 1945 a 1955), Pe. José Gomes Bueno (1955 a 1961), Pe. Antonio Aquino (1961 a 1962) e Pe. Mário Ghislandi (1962 a 1969), Pe. Aldemar Pasini Moreira de Souza (1969 a 1997) e Pe. Theodoro Paulo Severino Peters, desde 1997.

Em 1969, foi nomeado para a Presidência da FEI o Pe. Aldemar Moreira, S.J. permanecendo no cargo até sua morte, ocorrida em julho de 1997. Em cerca de 28 anos de mandato promoveu grande desenvolvimento da Instituição.

Novas necessidades de ampliação e complementação dos conhecimentos adquiridos em cursos de graduação levaram à criação do Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais – IPEI, em 1975,com o objetivo de auxiliar na sustentabilidade dos cursos e desenvolver e transferir tecnologia ao setor produtivo, por meio de assessoria, projetos e serviços tecnológicos, ensaios e análises, nas áreas Mecânica, Química, Eletro-Eletrônica, Têxtil e Metalúrgica, constituindo elo com a indústria. Atualmente o IPEI também apóia pesquisas institucionais em âmbito acadêmico.

Em 1982 foi criado o Instituto de Especialização em Ciências Administrativas e Tecnológicas - IECAT, tendo como função precípua a promoção do aprimoramento profissional no campo administrativo e tecnológico, para organizar e ministrar cursos de pós-graduação latu-sensu e cursos de extensão. A partir do segundo semestre de 1997, o IECAT passou a contar também com instalações em São Paulo, ampliando suas atividades.

Em 1999, em vista da importância da tecnologia da informação para o mundo moderno, foi criada a Faculdade de Informática, com o curso de Ciência da Computação.

Na mesma linha de integração das atividades de apoio à indústria, a Fundação assumiu a administração da Escola Volkwagen, mantendo cursos de formação acadêmica e profissional, capacitando pessoas na própria planta da empresa.

O Revmo. Pe. Theodoro Paulo Severino Peters, S.J., educador e sacerdote jesuíta, que já atuava como membro do Conselho de Curadores da instituição, passou a presidí-la a partir de setembro de 1997 e permanece no cargo até a presente data.

Em janeiro de 2002, dentro de uma proposta de integração e de agregação de competências, visando a excelência de seus cursos, as instituições de ensino superior mantidas foram transformadas no Centro Universitário da FEI, conforme aprovação do MEC, através da Portaria nº 2574, de 4 de dezembro de 2001. Ao Centro Universitário, também foram agregados o IPEI e o IECAT.

Corpo Diretivo


Diretoria Executiva

  • Pe. Theodoro Paulo Severino Peters, S.J. - Presidente
  • Dr. Antonio Roberto Batista – Vice-Presidente
  • Dr. José Gianesi Sobrinho – Diretor-Secretário
  • Dr. Ricardo Buarque de Gusmão Funari – Diretor-Tesoureiro
  • Dr. Marco Riguzzi – Diretor de Patrimônio

Conselho de Curadores

  • Dr. Edson Vaz Musa
  • Dr. Elemér A. L. Surányi
  • Dr. Francisco José Rodrigues Bueno
  • Dr. Ingo Plöger
  • Dr. José Maria de Mello Freire
  • Dr. Luiz Alberto de Souza Aranha Machado
  • Dr. Luiz Carlos Bastos de Mello
  • Dr. Luiz Roberto Heggendorn Sayão
  • Pe. Paulo de Arruda D’Elboux, S.J.
  • Dr. Rogelio Golfarb
  • Dr. Sebastião Fernando de Araújo De Castro Rangel
  • Dr. Silvio Matos

Instituidores


  • Padre Roberto Sabóia De Medeiros, S.J.
  • Theodoro Quartim Barbosa
  • Gofredo Teixeira da Silva Telles
  • Fabio da Silva Prado
  • João Gonçalves
  • Morvan Dias de Figueiredo
  • Caio Luis Pereira de Sousa
  • Aldo Mario de Azevedo
  • Luciano Vasconcelos de Carvalho
  • José Maria Whitaker
  • José Pires de Oliveira Dias
  • Asa White Kenney Billings