Entre cursos, projetos, laboratórios e espaços da FEI, os mais de mil visitantes do FEI Portas Abertas, realizado no último sábado (19), encontraram diferentes possibilidades para o futuro. Para alguns, a visita revelou uma graduação que ainda não conheciam. Para outros, foram os projetos, a estrutura ou as oportunidades oferecidas pela instituição que despertaram atenção.
Andréia Romualdo Angélico Silva, coordenadora pedagógica do Ensino Médio da EE Maria Nilde Mascellani, revelou que a curiosidade é justamente um dos pontos que torna a visita importante para os estudantes. “Eles vêm mais por curiosidade. Isso desperta neles a vontade de ver o que tem de diferente, o que eles podem buscar e, às vezes, desperta algo que eles nem imaginavam que existia”, explicou.
Uma descoberta que pode mudar a escolha
Para alguns estudantes, o contato com um projeto pode ser decisivo para a escolha. Foi o que aconteceu com William Geraldi, que visitou a FEI durante uma edição anterior do Portas Abertas, quando ainda estava em dúvida entre Engenharia e Arquitetura.
Durante a visita, ele conheceu o projeto Concreto FEI, o EPIC FEI e outros espaços ligados à Engenharia Civil. A experiência ajudou na escolha do curso que faria posteriormente. “Estava com bastante dúvida entre engenharia e arquitetura. Foi quando conheci os projetos Concreto FEI e EPIC FEI, além do laboratório civil da instituição. Me interessei bastante e me identifiquei com essa área de concreto. Foi assim que escolhi cursar Engenharia Civil”, contou.
Anos depois, William voltou ao evento como estudante e integrante da EPIC, agora apresentando aos visitantes aquilo que um dia despertou seu interesse. Para ele, ter contato com os projetos permite que os estudantes compreendam, de forma concreta, o que existe por trás de cada área. “Tem gente que mal conhece como funciona a engenharia em si. Quando entrei, para saber como funcionava a Engenharia Civil, conheci muitos tipos de materiais, como funcionava um rompimento ou uma rodagem de concreto, por exemplo. Isso me instigou bastante a ir atrás e a querer saber mais”, lembrou.
Surpresas pelo caminho
Nem todas as descobertas estão relacionadas diretamente aos cursos. A própria estrutura da FEI chamou a atenção de alguns visitantes. Pedro Jones, que conheceu o campus interessado em Administração, conta que o tamanho do espaço foi uma das primeiras coisas que o surpreenderam. “A primeira coisa quando cheguei aqui que achei impressionante é o tamanho desse lugar. Entrei aqui e pensei: não acaba”, contou.
Para Ana Vitória Moreira Braga, estudante da ETEC Parque da Juventude, outra descoberta foi perceber que a experiência universitária também pode reunir formação acadêmica, esporte e convivência. “Aqui eu vi que tem bastante a parte tecnológica, de engenharia e computação. Mas, ao mesmo tempo, existem muitas atividades de esporte como vôlei e natação”, relatou.
Já para Rosana Fadeli, mãe de Leonardo, estudante do Ensino Médio, a visita revelou oportunidades que ela própria desconhecia. Entre elas, chamou sua atenção a possibilidade de os estudantes participarem de projetos desenvolvidos além das disciplinas tradicionais. “Vi algumas coisas diferentes que eu nem sabia que a FEI proporcionava. Chegamos realmente com curiosidade e saímos, além dessa curiosidade, com novas perspectivas”, afirmou.
Ao conhecer os projetos de robótica, Rosana também descobriu que iniciativas como essa podem partir dos próprios estudantes. “Gostei muito do projeto dos robôs, porque achei que era alguma uma matéria ou algo assim, e vi que não: é uma iniciativa dos alunos. Por trás disso, vi que a FEI abre oportunidades para esses alunos criarem novas ideias e se autodescobrirem”, contou.
As descobertas também apareceram em detalhes inesperados. Emma, estudante da ETEC Mauro Gomes, por exemplo, contou que não sabia que a FEI tinha uma capela no campus. Já outros visitantes encontraram cursos, projetos e atividades que não conheciam antes da visita.