Na última sexta-feira (14), a FEI recebeu, no campus de São Bernardo do Campo, uma visita comemorativa dos ex-alunos da Turma de 1976, que celebram 50 anos de ingresso nos cursos de Engenharia da Instituição. A reunião dos FEIanos foi marcada pelo reencontro entre antigos colegas e professores, pela retomada de memórias acadêmicas e pela oportunidade de conhecer as mudanças vividas pela FEI ao longo das últimas cinco décadas.
A programação teve início com a recepção dos egressos e, na sequência, uma abertura conduzida pelo Reitor da FEI, Prof. Dr. Vagner Bernal Barbeta, que deu as boas-vindas à turma e salientou a importância de manter os vínculos construídos com a Instituição ao longo dos anos. “Vocês são ex-alunos dessa instituição, mas a gente costuma dizer: ex-aluno sim, mas ex-FEIano não. FEIano é para sempre. Então, 50 anos atrás vocês entraram aqui e, 50 anos depois, vocês continuam como pertencentes à nossa comunidade”, afirmou.
Na sequência, os egressos participaram de uma apresentação sobre a história da FEI, suas mudanças ao longo dos anos e a atual estrutura da Instituição. O momento também foi marcado por homenagens e reencontros com professores que fizeram parte da formação acadêmica e profissional daquela geração de engenheiros.
Entre os ex-alunos presentes estava Ricardo Teixeira, engenheiro formado pela FEI e atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Emocionado com as lembranças apresentadas durante o encontro, ele recordou uma promessa feita ainda estudante e cumprida ao lado de colegas que também estavam presentes na visita, destacando a resiliência que a instituição proporciona aos seus estudantes. “Eu tinha uma promessa: se eu conseguisse me formar na FEI, eu iria a pé até Santos, minha cidade. E fui, com gente que está aqui hoje, que foi comigo a pé até Santos”, contou.
A presença dos professores tornou o encontro ainda mais especial. Entre eles estava Hélio Gomes Mathias, de Engenharia de Produção, que acompanhou parte da formação dos estudantes e permaneceu ligado à FEI por décadas. O docente lecionou na Instituição até 2020 e, mesmo após sua saída, continuou atuando junto à comunidade FEIana. “Eu dava aula de materiais de construção, a maioria dos químicos, têxteis e mecânica nessa época. E eu fiquei até a pandemia. Em 2020 saí, mas nunca deixei a FEI. Depois que saí, ainda cuidei da Associação dos Antigos Alunos e depois passei para um colega”, relembrou.
Para os egressos, o reencontro também representou uma oportunidade de reconhecer a importância da FEI em suas vidas. Ex-aluno de Engenharia Elétrica, Walter Varela destacou a influência da Instituição em sua formação e em toda a carreira que construiu depois. “É uma sensação de alegria, principalmente por dizer que ela me deu tudo o que eu tenho hoje. Eu não tinha nada. Ela me deu inteligência, me deu bom senso. Na minha carreira, fui diretor de empresa, fui professor em várias universidades”, afirmou.
Além das memórias, a visita permitiu aos ex-alunos perceberem as mudanças pelas quais a Instituição passou desde o período em que eram estudantes. Professor de Engenharia Elétrica, Leonardo Romano ressaltou que, apesar das transformações na estrutura da FEI, o relacionamento entre as pessoas permanece como uma das características que marcam a experiência na Instituição. “O mais legal é rever o pessoal, conversar e lembrar dos meus tempos e ter a satisfação de saber que todos eles trabalharam, são FEIanos e tiveram muito sucesso na vida. O ambiente e o relacionamento entre as pessoas continuam os mesmos, muito bons. Mudaram as instalações, a FEI progrediu com o progresso”, comentou.
Ex-aluna de Engenharia Elétrica, Anahy Campanha também se impressionou com a transformação da estrutura física do campus ao longo desses 50 anos. “Eu fiquei impressionada de ver a grandiosidade que está a FEI. Estava comentando com meus colegas, aqui era tudo barro, tudo mato. Existia o túnel do tempo, que é onde nós estamos. Não foi fácil, trabalhava, estudava, era muito difícil, mas eu tenho um orgulho muito grande de ser engenheira e ter cursado aqui na FEI”, contou.
Orlando Domingos, que além de ex-aluno também foi docente de Engenharia Elétrica na Instituição, destacou o peso da formação que recebeu na FEI para sua trajetória profissional. “A FEI foi uma formação muito forte, profissionalmente dizendo. Me formei na Engenharia Elétrica com ênfase em eletrônica. Esse volume de informações que obtive aqui na FEI foi muito importante”, declarou.
Já Maria José, ex-aluna de Engenharia Química, revisitou o campus pela primeira vez desde sua formatura. “É emocionante, porque desde a minha missa de formatura, quando tinha recém-inaugurado a capela da FEI, eu nunca mais voltei aqui”, contou. Para ela, a Instituição foi decisiva na formação da resiliência que carregou por toda a carreira. “A FEI me deu muita resiliência. A FEI, mais que um curso de engenharia, é um curso de vida. Muitas vezes, na vida profissional, você tem vários pontos, vários obstáculos, e você tem que ultrapassar. Essa determinação é importante. A FEI me deu toda a base para poder assumir e exercer as funções que tive nas empresas multinacionais em que trabalhei”, completou.
A programação foi encerrada com uma visita a diferentes espaços do campus. Durante o tour, os egressos puderam revisitar ambientes que fizeram parte de sua formação e conhecer a atual estrutura da FEI, incluindo laboratórios, prédios e outros espaços da Instituição. O momento reforçou a conexão entre passado e presente e celebrou uma história construída ao longo de cinco décadas.
A Vice-Reitora de Extensão e Atividades Comunitárias, Profa. Dra. Michelly de Souza, destaca a importância de fortalecer o sentimento de pertencimento entre os estudantes. “Temos procurado incentivar, cada vez mais, esse senso de pertencimento. Uma vez que o ingressante da FEI pisou aqui, ele é FEIano e será FEIano para sempre.”