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Professor de Engenharia Mecânica da FEI explica tecnologias da Trionda, nome dado a bola da Copa do Mundo de 2026

Professor de Engenharia Mecânica da FEI explica tecnologias da Trionda, nome dado a bola da Copa do Mundo de 2026


  20/07/2026

Docente Rodrigo Bernardello Unzueta participou do programa SP Tecnologia, da Alesp, no mês de junho

A Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, reúne uma série de inovações tecnológicas, como a construção com apenas quatro gomos, o menor número da história da competição, e um chip com sensor interno capaz de detectar, com alta precisão, o instante em que a bola é tocada. Essas e outras novidades foram analisadas pelo Professor Rodrigo Bernardello Unzueta, do Curso de Engenharia Mecânica da FEI, durante participação no programa SP Tecnologia, da Alesp, exibido em junho.

A nova bola quebrou o recorde da Brazuca, da Copa realizada no Brasil, em 2014, que continha seis painéis. O professor esclareceu por que essa característica representa um avanço tecnológico.

“Ela se tornou a bola mais estável de toda a história. Estruturalmente, melhor (quando se tem o menor número de gomos), mas tem que tomar cuidado para não ficar muito lisa. Aquela bola clássica, quando tinha muitos gomos, já tinha uma certa rugosidade, só que estruturalmente ficava um pouco mais frágil, pois tinha muita emenda entre os gomos e quanto mais emendas, maior a chance de ter algum tipo de problema. Então, estruturalmente, é bom ter poucos gomos, são poucas emendas.”

Durante o programa, o especialista da FEI também apresentou um gráfico dos coeficientes de atrito para explicar por que a Trionda é considerada a bola mais estável já desenvolvida para a competição.

Outro ponto discutido foi o chip presente na bola. O Professor Rodrigo falou sobre  toda a estrutura presente nesse chip e como ele pode ajudar na tomada de decisão da arbitragem. “Nessa Copa e na Copa do Qatar, a bola é equipada com um sensor onde é medida a posição, aceleração e a rotação da bola em tempo real. Nesse ano, o sensor fica na camada mais interna da bola, dentro da borracha tem um espaço para colocar o sensor. Isso até poderia trazer um desequilíbrio, um lado ficar mais pesado por causa do sensor, então existem contrapesos em todos os gomos para mantê-la equilibrada. Essa bola consegue enviar informações 500 vezes por segundo para a arbitragem. Ou seja, eles sabem exatamente o instante em que tudo aconteceu.”

Um exemplo da aplicação dessa tecnologia ocorreu nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, quando um gol da Croácia contra Portugal foi anulado após o sensor da bola identificar um toque do atacante Igor Matanovic, que estava em posição de impedimento. A decisão manteve a vantagem da seleção portuguesa e resultou na eliminação dos croatas.

Quer saber mais sobre todas as tecnologias presentes na Trionda? Confira a explicação completa do Professor Rodrigo Bernardello Unzueta.

Foto: Reprodução canal da Alesp no YouTube

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