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A Excelência de uma formação profissional como diferencial na carreira

A Excelência de uma formação profissional como diferencial na carreira


  10/07/2019

Ex-aluno da FEI e engenheiro da multinacional Bombardier destaca a formação na Instituição como um dos fatores para seu ingresso em uma das maiores construtoras de aeronaves civis do mundo

Considerado por muitos especialistas em carreiras uma das áreas mais desafiadoras para se ingressar, principalmente pelo grau de exigência profissional, a aviação sempre foi um sonho de infância de muitas pessoas. Porém, o caminho para se tornar um piloto não é tão simples. E para quem deseja ser um construtor ou engenheiro de aeronaves? Essa escala de desafios aumenta ainda mais. Porém, se hoje podemos cruzar os céus do mundo em aeronaves cada vez mais modernas é porque existem profissionais extremamente competentes e qualificados para tornar isso possível; e um desses especialistas é Drumond de Melo, um engenheiro mecânico formado pela FEI que atua em uma importante área da Bombardier Aviation – uma das principais construtoras de aviação civil do mundo – instalada em Montreal, no Canadá.

Vindo de uma família de pilotos, Drumond conviveu desde pequeno com o universo da aviação. A curiosidade em saber como voavam aquelas máquinas gigantes era inevitável e, para desvendar como esses gigantes dos céus funcionavam, escolheu a engenharia como graduação e a FEI como Instituição responsável por prepará-lo para os desafios futuros. Após se formar, em 2005, Drumond ainda passou por grandes empresas antes de ser aprovado nos exames para um programa de mestrado profissionalizante, com uma chance de contratação ao final do curso pela EMBRAER. “Este foi um momento crítico, pois estava abandonando o mercado de trabalho – no qual já estava inserido e empregado – para retornar à posição de estudante de pós-graduação. Mas se queremos muito, algo, precisamos arriscar, e deu certo. Após a conclusão do curso, fui contratado pela EMBRAER para a equipe de Comandos de Voo do programa Phenom 100”, lembrou.

Drumund explica que seu primeiro trabalho na área aeronáutica era simples do ponto de vista hoje, mas extremamente desafiador para um novato. “Sob a supervisão de um engenheiro sênior, eu colaborei para a análise estrutural e certificação dos mecanismos de voo primários das aeronaves. Neste período aprendi o valor do trabalho em equipe. Sempre que precisei recebi ajuda daqueles mais experientes. Este é um valor que carrego até hoje”.

Após alguns anos na Embraer, passando por outras áreas, em 2013, já como Mestre em Engenharia, Drumond desafiou-se mais uma vez ao se mudar para o Canadá, onde foi contratado pela então Bombardier Aerospace (hoje Bombardier Aviation) para trabalhar no programa do jato executivo Global 7500/8000 em Montreal. Hoje Drumond é responsável pela integração entre a equipe de análise estrutural e o departamento experimental nos testes “CAST” (Complete Aircraft Static Test) e “FS-DADTT” (Full Scale – Durability And Damage Tolerance Test). “Minha principal tarefa é traduzir os requisitos de engenharia para o mundo real e garantir que sejam executados de maneira correta nos laboratórios de ensaios estruturais. Ambos os testes têm importância fundamental no processo de certificação de uma nova aeronave”, explica o engenheiro.

O mercado

Para os jovens que desejam seguir os passos de Drumond, o engenheiro explica que é preciso investir pesadamente não só em conhecimento técnico, mas também nos diferenciais que ele pode oferecer ao seu futuro empregador, entre esses, o conhecimento de línguas estrangeiras. “O inglês é imprescindível: nada no mundo aeronáutico é feito sem fluência nesta língua. O francês pode abrir portas no Canadá e na Europa. O japonês vem despontando como um possível diferencial, com a entrada da MHI (Mitsubishi Heavy Industries) na corrida da aviação regional. Em um futuro não muito distante, o mandarim pode ser a nova fronteira”, ressalta.

No campo técnico, Drumond explica que o aluno deve investir em conhecimentos de informática além do básico. “Quando o software necessário não existe, o engenheiro pode (e algumas vezes deve) criar suas próprias ferramentas usando as linguagens de programação. Temos o FORTRAN, VB e C++ (e seus dialetos .Net) e o Python como exemplo das mais usadas, mas existem outras”.

A formação como diferencial

Mais do que contar resumidamente a trajetória profissional exitosa de um ex-aluno da FEI, o relato de Drumond é uma prova de que a FEI tem um compromisso de formar profissionais de excelência que são protagonistas em suas atuações como profissionais aqui no Brasil e no mundo, até mesmo em multinacionais onde o nível de exigência e qualificação profissional são altíssimos. “O engenheiro formado pela FEI tem uma característica peculiar que o distingue dos demais: a habilidade de cumprir tarefas com excelência, sob pressão de tempo e dispondo de recursos limitados. Isso é moldado no aluno desde os primeiros anos de engenharia. O mercado aprecia muito essa característica – tudo deve ter qualidade, executado de forma rápida e com o mínimo custo possível – e o todo o corpo docente tem o crédito por imprimir essa característica no estudante da FEI”.

Drumond ressalta também a abrangência do currículo e a maneira com que ele é passado. Para o ex-aluno, o conteúdo das disciplinas dos cursos da FEI cobre com detalhe suficiente diversas áreas do conhecimento, até mesmo dentro da área das ciências humanas, e o aluno é treinado a saber onde buscar o conhecimento adicional necessário para realizar qualquer outra tarefa. “Mesmo não tendo um curso com foco em engenharia aeronáutica, por exemplo, o formando sabe como e onde procurar esse conhecimento – e qualquer outro conhecimento para qualquer outra posição do mercado – através dos métodos ensinados pelos professores. A dedicação diária destes profissionais foi fundamental para me tornar o engenheiro que sou hoje”.