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A expansão dos veículos híbridos e elétricos

A expansão dos veículos híbridos e elétricos


  12/06/2019

Enquanto os carros autônomos não se tornam realidade no Brasil, os veículos híbridos e elétricos começam a ganhar cada vez mais espaço no mercado, e a FEI já se prepara para essa tecnologia

Graças à evolução tecnológica, conceitos como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Indústria 4.0 estão saindo dos filmes e livros e começando a fazer parte do dia a dia da sociedade. Nesse sentido, os veículos autônomos são umas das inovações mais aguardadas e, ao se tornarem uma realidade nas ruas do País trará inúmeros benefícios e utilidades.

Porém, segundo especialistas, ainda existe um longo caminho até que possamos vivenciar essa tecnologia no Brasil, devido a questões que envolvendo legislação, infraestrutura e é claro, investimento em pesquisa e tecnologia.

As dificuldades em avançar com essa tecnologia no Brasil, tem levado a indústria automotiva a investir fortemente na produção de veículos híbridos e elétricos. Só em 2018, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), com base nos Registros Nacionais de Veículos Automotores, foram emplacados no Brasil 3.970 veículos elétricos ou híbridos. É um aumento de 20,4% em comparação com 2017, quando foram registradas 3.296.

Para o professor Marko Ackermann, coordenador do Departamento de Engenharia Mecânica da FEI, “esses modelos de veículos que possuem um motor de combustão e outro elétrico devem se popularizar no Brasil antes dos autônomos, principalmente pela nossa tradição com biocombustíveis que permite trabalhar com esses automóveis de forma sustentável até que tenhamos infraestrutura adequada para suportar a chegada dos transportes autônomos”, explica.

Acompanhando as evoluções tecnológicas do setor, o Departamento de Engenharia Elétrica da FEI tem trabalhado no desenvolvimento de um novo laboratório voltado especificamente para estudos sobre eletrônica veicular e sistemas de tração elétrica. “A ideia surgiu da necessidade de ampliar as discussões sobre o tema e criar um espaço para que toda essa expertise, conquistada ao longo de anos com o desenvolvimento do Fórmula Elétrico, possa ser exposta e repassada aos alunos da graduação, pós-graduação e iniciação científica”, explica o professor do Departamneto de Engenharia Elétrica Fabio Delatore, idealizador do laboratório.

A proposta do novo espaço é apresentar a eletrônica veicular de maneira didática, para que os alunos compreendam a funcionalidade e importância não só de sistemas de tração, mas de toda a eletrônica embarcada. O laboratório contemplará computadores para desenvolvimento de estudos de protocolos de rede automotiva, softwares de gerenciamento e calibração, e kits didáticos com peças de veículos desenvolvidas exclusivamente para contribuir com as aulas, especialmente as práticas.

No laboratório, que poderá ser usado por outras disciplinas correlatas das engenharias Elétrica e Mecânica, os alunos terão a oportunidade de aprender mais sobre baterias, conversão de energia contínua para energia alternada – relacionada à eletrônica de potência –, conversão eletromecânica de energia (motores), assim como outras partes agregadas à mecânica, como transmissão, suspensão e chassi.

Segundo o professor Delatore, o engenheiro do futuro presenciará o surgimento e desaparecimento de tecnologias que transformarão o mundo de forma cada vez mais rápida - como os veículos elétricos – sendo assim, “o profissional de hoje e de amanhã deve estar preparado para adaptar-se a essas mudanças. Nesse caso, uma formação generalista é fundamental. Na FEI, os projetos de competição estudantil, como Fórmula, Fórmula Elétrico, Baja, AeroDesign e Futebol de Robôs oferecem aos alunos dos diversos cursos de graduação muitas oportunidades de integração entre áreas, o que possibilita uma forte e ampla base de conhecimentos para que os profissionais formados pela FEI seja capaz de adaptar-se às oportunidades.