Comunidade Fei

O professor, esse quase esquecido...

Ele morava no Olimpo, na montanha dos deuses.

Depois de passar por todas as etapas da iniciação, recebia a auréola da sabedoria que o capacitava a ocupar um lugar privilegiado quando vinha exercer sua missão no mundo dos homens.

As portas lhe estavam sempre abertas, por isso, transitava à vontade pela sociedade, reconhecido com respeito e identificado como se fosse uma divindade.

Os pais confiam-lhe os filhos, certos de que teriam nele o complemento necessário para a formação. Um aliado e precioso parceiro em quem podiam confiar sem reservas e seguir suas orientações e conselhos.

Ao entrar na sala de aula, em respeitoso silêncio, os alunos o acolhiam em pé, até que se dirigindo para a cátedra, os autorizava a se sentarem, iniciando com a chamada as atividades escolares.

Erguiam a mão quando desejavam fazer ou responder a alguma pergunta, como também se levantavam ao serem arguidos sobre a lição de casa.

O quadro-negro era seu valioso recurso didático para transmitir, esclarecer e visualizar o que poderia parecer mais complexo.

O tempo, em sua irreversível voracidade, fez que essa imagem do professor se esvaísse no passado e se tornasse uma saudosa e romântica lembrança.

Ele já não ocupa um lugar de destaque. Já não tem uma cátedra na sala de aula como nem sempre é reconhecido pelos alunos e famílias pelo respeito que merece.

O quadro-negro foi mudando de cor até ser substituído pela tela, por um painel inteligente que se reproduz nos celulares dos alunos.

Sua tarefa agora é disseminada, é ativar a interação dos alunos em um sistema de ensino e aprendizagem ministrado em rede como imprescindível ponto de referência como ativador do processo.

Não perdeu, porém, a aura de educador.

Os anos, sua dedicação, empenho e responsabilidade deram-lhe aquela sabedoria que se adquire na fidelidade ao compromisso com o saber a ser transmitido para as novas gerações.

Os recursos didáticos evoluem; surgem novas tecnologias, descobertas e teorias se revezam enquanto o ser humano continua o mesmo, com suas eternas e inseguranças indagações.

Por mais tecnológico e funcional que seja o ensino, sempre que houver crianças, adolescentes e jovens a serem formados, adultos que desejam atualizar-se profissionalmente, sempre haverá aquele que tem nas mãos a chave do saber, a competência de partilhar conhecimento e o dom de alimentar os sonhos.

Ao Mestre com carinho, no Dia do Professor, a sincera homenagem de todos seus alunos!

 

Foto do padre paulo de arruda d'elboux próximo as estátuas da capela da FEI

Pe. Paulo de Arruda D'Elboux

E-mail: pdelboux@fei.edu.br