03/02/2017 

 Desemprego e Finanças Pessoais 

 Saiba como organizar suas contas pessoais durante o período em que você está disponível no mercado. 

Com o crescente aumento do desemprego na economia brasileira, as pessoas precisam ficar atentas a alguns fatores em caso de perda da renda de alguém da família por desemprego. Sendo o salário, geralmente, a principal fonte de sustento das pessoas, a falta deste dinheiro pode ocasionar um profundo descontrole da situação financeira dos dependentes deste dinheiro.

Caso isso ocorra, o melhor é reavaliar de imediato todos os gastos da família fazendo um levantamento das eventuais reservas que ela possua, o valor que receberá de rescisão e os gastos mensais. Deve-se procurar reduzir tudo que não seja essencial à sobrevivência de todos, como passeios, restaurantes, academias, TV a cabo entre outros. Ou seja, enxugar drasticamente a saída de dinheiro que, neste momento, passa a ser limitado.

Ao mesmo tempo, as pessoas podem procurar formas alternativas de gerar renda como venda de artesanato, comida ou prestar serviços como entregas, costuras, limpeza de casas, pequenas manutenções etc. O importante, neste momento, passa a ser conseguir recursos para o maior tempo possível, já que não se sabe quando a pessoa conseguirá um novo emprego.

Se, por acaso, a família estiver endividada no momento da perda do emprego, deve-se pagar primeiro as dívidas mais caras como cartão de crédito e cheque especial. Isso, para a reserva não acabar ainda mais rápido, além de não correr o risco de ter seu nome incluído em listas de maus pagadores, o que dificultaria ainda mais encontrar um novo emprego.

Como a recolocação no emprego está demorada neste momento da nossa economia, todo cuidado é pouco. Lembre-se que isso é momentâneo e logo tudo voltará ao normal.

Wilson Pires

Professor do curso de Administração do Centro Universitário FEI


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